Projeto JuçaraMeio ambiente e desenvolvimento comunitário

As Comunidades Amigas da Juçara

A Comunidade do Camburi, localizada na região Norte de Ubatuba, está inserida totalmente no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba e parcialmente no Parque Nacional da Serra da Bocaina. Possui um Plano de Uso Tradicional (PUT), vinculado ao Zoneamento da UC, permitindo que a comunidade residente possa fazer o uso sustentável dos recursos naturais.  Desta forma, qualquer tipo de intervenção estará submetida a este Plano e a autorização do PESM/NPic. A comunidade tem como atividades principais a pesca artesanal, o turismo e o artesanato, estando organizada em associações, sendo uma quilombola e outras de moradores. Os remanescentes de quilombo foram reconhecidos em 2002, porém aguardam a titulação de suas terras.

Ubatumirim é uma comunidade que ainda mantem tradições culturais caiçaras, como a confecção de canoas, feitio de farinha de mandioca, bananais tradicionais, diversas roças, etc. Da comunidade de Ubatumirim vem o que corresponde a 90% da produção de banana do município e grande parte da farinha de mandioca. Antigamente esses produtos eram repassados ao atravessador para serem comercializados em cidades vizinhas ou levados a Paraty para serem trocados por outros produtos como sal, açúcar. Hoje abastecem a merenda escolar e a feira de Ubatuba. Com a chegada do PESM houve uma diminuição das roças, mas ainda é uma forte tradição, que está sendo passada de pai para filho. Algumas famílias da comunidade do Sertão do Ubatumirim estão envolvidas na produção da polpa de juçara e no repovoamento da espécie, estando prevista a construção de uma Unidade de Beneficiamento dos frutos da palmeira no local. As áreas de Ubatumirim são muito ricas em Juçara, é a comunidade que tem a maior produção de polpa até o momento.

O Quilombo do Sertão da Fazenda está em fase inicial de reconhecimento pelo ITESP – Instituto de Terras do Estado de São Paulo. Está totalmente inserido no interior do PESM/NPic e, assim como o Camburi, é através do PUT que a comunidade tem permissão para as intervenções no local.  Na comunidade é tradição o feitio da farinha de mandioca, desde 1855 funciona uma Casa de Farinha,que  foi reformada pelo Estado em 1986, e hoje é um ponto que atrai turistas pelo seu valor histórico e cênico. Porém, os agricultores utilizam apenas 10% de sua capacidade e a fabricação de farinha depende da compra de mandioca de outras comunidades, por conta das limitações impostas pela UC ao plantio das roças. A farinha é vendida para os visitantes, assim como o artesanato e os deliciosos bolinhos de mandioca. As famílias do quilombo estão envolvidas no Projeto Juçara.

A Praia Grande do Bonete está localizada em área de grande beleza cênica, onde a chegada acontece somente de barco ou por trilha. A comunidade caiçara tem na pesca artesanal sua principal atividade econômica. O produto da pesca serve tanto para alimentação dos moradores como para a venda a peixarias e comercialização direta com turistas. Hoje, parte das propriedades da comunidade pertencem a veranistas. É a única comunidade do município, envolvida no projeto, que não tem seu território sobreposto ao PESM/NPic. No entanto, em conseqüência da pressão imobiliária associada às restrições ambientais, as práticas agrícolas na comunidade estão relativamente estagnadas, com algumas áreas restantes de bananais tradicionais e roças produtivas, porém carentes de manejo. A área possui bom estoque da palmeira juçara, com a segunda maior produção de polpa e sementes de Ubatuba. Devido à sua localização, o transporte de frutos, polpa e sementes é o maior desafio para os produtores envolvidos.

Das 2 aldeias indígenas do município, apenas uma está demarcada, a Aldeia Boa Vista, no Sertão do Promirim, com área de 801 ha.  Preserva os costumes guaranis e para os assuntos internos da tribo a gestão é participativa. Os índios vivem de uma agricultura de subsistência de mandioca e milho, da extração do palmito sem plano de manejo, da caça, de uma pesca incipiente nos pequenos riachos da reserva, além da venda de artesanato. Em sua aldeia a equipe do Projeto Juçara realizou um mutirão com os guaranis para a construção de viveiro para o desenvolvimento de mudas de juçara e juntos realizaram o plantio de sementes para recuperação da espécie.

Os proprietários rurais de São Luiz do Paraitinga realizam diversas atividades para geração de renda, como a produção de mel, própolis e derivados, e o ecoturismo regional. Além destas, vem desenvolvendo um trabalho com o manejo da Palmeira Juçara. Este trabalho é realizado em propriedades no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virginia, e além de dar capacitação e gerar renda aos participantes, colabora com a conservação e recuperação ambiental. A equipe do projeto, junto com a comunidade, vem desenvolvendo diversas atividades, como: construção de viveiros e produção de mudas, coleta e produção de sementes de Juçara, programas de pesquisa e monitoramento, agroecologia, plantios de recuperação florestal, produção de receitas culinárias com Juçara, Educação Ambiental, produção de mel e ecoturismo.

A comunidade rural de Vargem Grande, no município de Natividade da Serra, realiza diversas atividades para geração de renda, como a produção de leite e derivados e o beneficiamento de farinha de mandioca. Além destas, atualmente existe o trabalho com o manejo da Palmeira Juçara, realizado em propriedades no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virginia, através do Projeto Juçara que, além de oferecer capacitação e contribuir para geração de renda para os participantes, colabora com a conservação e recuperação ambiental. A equipe do projeto, junto com a comunidade, realiza as seguintes atividades: construção de viveiros e produção de mudas, coleta e produção de sementes de Juçara, programas de pesquisa e monitoramento, agroecologia, plantios de recuperação florestal, produção de receitas culinárias com Juçara.

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